Nesta terça-feira (20), o Hospital da Mulher do Pará (HMPA) realizou a segunda edição de uma ação alusiva à campanha Outubro Rosa, dedicada à conscientização e ao enfrentamento do câncer de mama. A iniciativa reuniu pacientes em tratamento no Hospital Ophir Loyola (HOL) em um momento de acolhimento, cuidado e valorização da autoestima.
Organizada pela Comissão de Humanização do HMPA, a programação contou com a entrega de lenços doados pelos colaboradores do hospital, além de uma sessão especial de cuidados com a pele e maquiagem.
Para a presidente da Comissão de Humanização do HMPA, Giane Souza, iniciativas como essa reforçam a importância de olhar para cada paciente de forma integral, considerando não apenas as necessidades clínicas, mas também o emocional e o compromisso social envolvidos no tratamento. “Nosso objetivo é proporcionar um momento de acolhimento, carinho e valorização da autoestima dessas mulheres. Sabemos que o tratamento oncológico traz muitos desafios, e pequenas atitudes de cuidado podem fazer a diferença nessa caminhada. Essa ação também representa o projeto de consolidação do Hospital da Mulher com uma assistência cada vez mais humanizada, que valoriza a vida, respeita as histórias e fortalece a esperança”, destacou Giane.
Aos 63 anos, Jany da Luz está em tratamento contra o câncer de mama desde 2016. Após passar por sessões de quimioterapia e radioterapia, ela conta que está entrando em remissão da doença e reconhece a importância do apoio recebido ao longo dessa trajetória.
“Desde 2016, quando tive o diagnóstico, passei por quimioterapia e radioterapia. Hoje, estou entrando em remissão da doença e agradecida a Deus pela minha vida. Mas, logo no começo, tudo é muito difícil. É preciso ter os amigos, a família, as pessoas próximas, e isso eu tive. Então, nós, mulheres, temos que nos cuidar”, destacou.
A iniciativa também reforça a importância da atuação conjunta das equipes de Humanização do Hospital Ophir Loyola e do Hospital da Mulher do Pará que estão alinhadas às diretrizes da Política Nacional de Humanização, que valoriza a escuta, o vínculo e a atenção às necessidades de cada pessoa.
Para a técnica Erika Carvalho, integrante da equipe de Humanização do HOL, momentos de descontração e alegria contribuem para tornar a jornada do tratamento menos desgastante.“O cuidado e o acolhimento que ocorrem nesses momentos lúdicos, de alegria, reduzindo o estresse, são fundamentais para os pacientes oncológicos, porque o tratamento, por si só, é muito delicado e cansativo, desde o momento do diagnóstico. É uma luta diária”, pontuou.
Aos 70 anos, Maria Rita Silva também compartilha sua história de superação. Após cinco anos de tratamento, ela segue em acompanhamento semestral e afirma que a fé e a disposição são suas grandes aliadas para enfrentar cada etapa da vida. “Eu me sinto uma pessoa muito forte e muito feliz, porque Deus me fortalece com fé e me dá energia todos os dias, e eu não deixei a tristeza me tomar”, relatou.
Além de falar sobre sua experiência, Maria Rita faz questão de incentivar outras mulheres a priorizarem a própria saúde. “As pessoas têm que se cuidar. A mulher deve sempre ficar atenta ao corpo, fazer o autoexame e procurar um médico se tiver alguma coisa errada”, alertou.
A paciente também transformou sua experiência em uma oportunidade de encorajar outras pessoas que enfrentam o câncer. Ao chegar ao hospital, procura incentivar quem está passando pelo início do tratamento, compartilhando sua trajetória e mostrando que é possível encontrar força e esperança mesmo diante das dificuldades.
Texto e fotos: Ascom/HMPA
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